Bienal

A Bienal Internacional de Arte de Espinho é uma mostra de expressões artísticas que se realiza a cada dois anos no Museu Municipal de Espinho. Esta mostra pretende dar a conhecer ao público a mais variada produção artística levada a cabo por artistas portugueses e estrangeiros, nas áreas da pintura, escultura e desenho. O Museu Municipal de Espinho assume a Bienal como o evento de referência no âmbito das grandes mostras de artes plásticas nacionais e internacionais e, também, como a imagem de marca das Galerias Amadeo de Souza-Cardoso, a valência do museu dedicada a exposições de arte. Pretende-se, desse modo, instituir uma plataforma mais alargada de divulgação e promoção das artes plásticas, bem como de reconhecimento das respetivas criadoras e criadores.

A história da Bienal começou em 2011, sendo inicialmente intitulada de "Bienal Mulheres d´Artes". As primeiras quatro edições foram limitadas ao género feminino e conceptualmente as duas primeiras edições assumem-se como exposições abertas a todas as artistas que desejassem participar.


Em 2015 e para a terceira edição da Bienal, o Museu Municipal de Espinho, apoiado pelo novo patrocinador do evento, Tapeçarias Ferreira de Sá, decidiu operar uma mudança no sentido de redimensionar o espaço expositivo e trazer uma maior qualidade ao certame. Para levar a cabo essa mudança, o evento adotou o formato de concurso e passou a contar com um júri de seleção e premiação. Outra novidade nesta edição, foi a introdução da categoria de "artista convidada" e a presença das artistas Ana Maria Pintora e Marta Maldonado.

Decorrente do concurso foram atribuídos pelo Júri menções honrosas a Cristina Troufa, Ana Pais Oliveira, Mercè Riba e Inês Abrantes, e a obra "Micro Selfie", de Susana Chasse, foi premiada com o Grande Prémio Tapeçarias Ferreira de Sá, no valor de €5.000,00.


Em 2017 a Bienal manteve o conceito iniciado em 2015, adotando a partir desta edição a política de promover o evento recorrendo à imagem da obra vencedora do Grande Prémio Tapeçarias Ferreira de Sá, da edição anterior. Outras das inovações foi a criação de mais dois prémios: o Prémio Bienal Internacional Mulheres d'Artes, no valor de €3.000,00 e o Prémio Especial do Júri, no valor de €2.000,00. Nesse ano, e na categoria de artistas convidadas, a Bienal recebeu a pintora Ana Pais Oliveira e a escultora espanhola, Mercè Riba, e o Júri atribuiu os seguintes prémios: Grande Prémio Tapeçarias Ferreira de Sá, à obra "Attraction I e II", de Yola Vale; Prémio Bienal Internacional Mulheres d´Artes, à obra "The soul should always stand ajar", de Nettie Burnett; Prémio Especial do Júri, "Climograma 3", de Abigail Ascenso. E menções honrosas às obras  "Conexões Ocultas", de Diana Costa;  "Corações", de Hélia Aluai; "Geração Arrast", de Ana Almeida Pinto.


Em 2019, ano em que o Museu Municipal de Espinho assinalou o seu 10º aniversário, a Bienal sofreu nova alteração estrutural. A organização decidiu abrir o concurso a ambos os sexos e passou a denominar o evento de "Bienal Internacional de Arte de Espinho". A sua imagem promocional continuou a recorrer à obra vencedora da edição anterior, mantendo deste modo a identidade já criada e consolidada. Esta 5ª Bienal marcou, também, o início de uma parceria de itinerância de exposições entre o Museu Municipal de Espinho e a Fundação Bienal de Cerveira.

Para esta edição a organização convidou os artistas Isabel e Rodrigo Cabral, Mário Vitória e Sofia Areal. Em resultado do concurso foram atribuídos pelo Júri os seguintes prémios: Grande Prémio Tapeçarias Ferreira de Sá, "It Was Yesterday", de Rafael Oliveira; Prémio Bienal Internacional de Arte de Espinho, à obra "Pedras no Sapato", de Pedro Cunha; Prémio Especial do Júri, à obra "Abismo", de Ana Torrié. As menções honrosas foram atribuídas as obras: "Tiro - Um homem que consegue mudar de Alexandre Coxo", de Manuel Rodrigues Almeida; "Pausa na Estação de Serviço", de Maria José Cabral; "A Serra", de Margarida Coelho; "S/título", de Tiago Santos; "Os Prós e os Contras das Estrias", de Alexandra Monteiro e "Removed Reality", de Diana Costa.