Paços do Concelho

O projeto do edifício dos Paços do Concelho foi elaborado pelo arquiteto Alfredo Leal Duarte Machado, de Coimbra, e está datado de Junho de 1939. Em Outubro de 1940 o Governo concedeu à Câmara Municipal uma verba para a sua construção. Na sessão camarária de 19 de Março de 1941, foi deliberado adjudicar a empreitada a António Oliveira Gomes, do Porto. As obras tiveram início em Abril de 1941. Por portaria do Ministério das Obras Públicas, de 12 de Janeiro de 1944, foi determinada a entrega formal à Câmara Municipal do novo edifício, cujas linhas se enquadram na arquitetura designada de "Estado Novo”.

Edifício de dois andares com fenestração ritmada em fiadas de janelas iguais, de duas folhas, com caixilhos de madeira. Destaca-se um corpo central, formando uma varanda assente sobre uma arcada de três arcos de volta perfeita, espaço onde se pode assistir aos atos oficiais que decorrem na praça Dr. José Salvador. Na varanda, as janelas são substituídas por portas por onde se acede ao interior. No topo, está colocado um escudo de Portugal. Um embasamento e uma cornija saliente percorrem todo o edifício.


No interior dos Paços do Concelho sobressaem os azulejos colocados nas paredes da escadaria e átrio superior, com motivos marítimos e agrícolas, da autoria de F. Maceda datados de 1943.

O edifício da Câmara Municipal de Espinho destaca-se de entre alguns exemplares interessantes de arquitetura eclética espalhados pela freguesia, incluindo, de forma tímida, elementos de art nouveau a par de alguma arquitetura de vilegiatura marítima e religiosa, potenciando o roteiro do património cultural e turístico concelhio.